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Para qual judeu Bolsonaro está olhando? Cinco perguntas ao presidente da Fisesp

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Manifestação de grupos da comunidade judaica contrários à palestra do então Deputado Federal Jair Bolsonaro no Clube A Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017

No fim de dezembro, o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Luiz Kignel, concedeu uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada na coluna da jornalista Sonia Racy. Para alguns setores da comunidade judaica, ele foi condescendente com o governo Bolsonaro, especialmente ao dizer que “agora um presidente olha por nós”. Kignel também criticou os governos de esquerda, afirmando que "nunca fomos respeitados como minoria”.

O judaísmo e o sionismo têm na pluralidade seu pilar de resiliência. Reconhecendo a importância do diálogo, tão necessário nos dias atuais dentro e fora da comunidade judaica, e acreditando que as entidades representativas devem defender os valores judaicos, democráticos e universais, não se alinhando a partidos políticos ou gestões específicas, que nunca espelham a diversidade dos judeus brasileiros, enviamos algumas perguntas sobre o assunto ao presidente da Federação.

Confira, abaixo, as perguntas e as respostas.


1) A entrevista foi publicada na íntegra? Há alguma informação que ficou de fora e que você gostaria que tivesse sido publicada?

Fui procurado, pela coluna da Sonia Racy do Jornal O Estado de São Paulo, para uma entrevista por telefone sobre temas ligados a comunidade judaica, uma conversa de aproximadamente trinta minutos. Por força desta entrevista a mesma coluna havia publicado duas semanas atrás uma nota muito positiva sobre a viagem que faremos com parlamentares brasileiros para Israel no primeiro semestre de 2020. Então, antes de mais nada, é necessário registrar em que contexto a minha fala foi publicada porque não era proposta veicular uma entrevista em seu inteiro teor. A jornalista trouxe uma nota no estilo que é adotado por esta coluna com outras pautas. Não foi diferente comigo, não é diferente com outros e o leitor está acostumado com isso. No contexto da minha resposta, eu fazia referência ao fato que o atual Governo Federal modificou uma política de votos nos organismos internacionais reiteradamente contra Israel e ampliou as relações comerciais em um nível que não conhecemos em governos anteriores. E nesse contexto não devemos negar que o Presidente Bolsonaro tem um olhar pró Israel. 

Enquanto cidadãos brasileiros, cada um de nós tem o direito de livremente manifestar suas convicções políticas nacionais, seja contra ou a favor deste ou de qualquer outro governo. Vivemos em uma democracia. Não fui entrevistado como cidadão brasileiro, mas como o representante da comunidade judaica do Estado de São Paulo e neste sentido não posso deixar de reconhecer as movimentações políticas e comerciais em favor de Israel no Governo de Jair Bolsonaro. 


2) Você menciona que “agora um presidente olha por nós”. Mas Jair Bolsonaro está de fato olhando para os judeus? Suas pautas principais ligadas a Israel, por exemplo, não atendem mais diretamente o eleitorado evangélico? Quais são as ações do governo voltadas mais diretamente aos judeus brasileiros?

Do ponto de vista religioso os discursos são obviamente diferentes. Como judeus temos uma visão religiosa de Israel diversa dos evangélicos, assim como há leituras distintas entre cristãos e muçulmanos. Mas nas esferas políticas e comerciais não há razão para diferenciar pautas “judaicas” de pautas “evangélicas”. O Estado de Israel não busca apoio exclusivo dos judeus, mas sim de pessoas de todas as vertentes religiosas e nacionalidades que possam dar suporte a sua existência em igualdade com as demais nações. Quando a mais alta autoridade da República de uma nação elogia de maneira reiterada o Estado de Israel ele certamente está olhando para nós, judeus, porque sem perder a nossa brasilidade e nosso orgulho de brasileiros, temos um vínculo indissociável com Israel como nação judaica. Nas ruas, nos bares, na sociedade brasileira, somos reiteradamente vinculados ao Estado de Israel. Quando Israel exerce o direito de defesa e lança contra-ataques para destruir bases terroristas do Hamas nós somos cobrados pela sociedade aqui no Brasil. Quando grupos terroristas querem lançar seu ódio contra Israel buscam alvos judaicos, e não obrigatoriamente israelenses. Portanto, somos indissociáveis ao Estado de Israel e assim sendo cada vez que o Presidente da República faz um elogio ou pratica um ato de apoio entendo que nos beneficiamos como judeus brasileiros. 

Existe uma lição que vale para todos: os conceitos de liberdade de manifestação, igualdade, inclusão e democracia dentro da nossa comunidade aplicam-se indistintamente a todos. Não é porque discordamos que merecemos ser taxados de autoritários. Discordar não deve se confundir com desrespeitar. A minha entrevista para o IBI, que agradeço, é justamente para apresentar um contraponto àqueles se dizem defensores dos direitos individuais, mas que não hesitaram em me taxar do que no fundo eles realmente são. 


3) Há judeus em todo o espectro político brasileiro. Parte deles, é de esquerda. Assim como há judeus de todos os tipos de orientação sexual. Muitos são LGBT. Quando Bolsonaro critica quem é de esquerda ou quando ataca as pautas LGBT, acaba atacando, também, muitos judeus. Para qual judeu exatamente Bolsonaro está olhando?

Não compartilho com todas as opiniões do Presidente da República, o que não quer dizer que não reconheça e respeite os avanços obtidos pelo Governo Bolsonaro e me sinto isento para criticar o que considero errado, como já fizemos em outras oportunidades. Quando perguntado sobre o tema posso expressar minhas discordâncias livremente. Isso se chama Democracia. Temos um Presidente da República que tem demonstrado enorme apoio ao Estado de Israel, que tem promovido uma agenda comercial positiva para os dois países – porque estamos em um “ganha-ganha” também para o nosso Brasil – e um Presidente da República que definitivamente tem modificado os votos brasileiros em organismos internacionais. Isso se chama Reconhecimento. Discordar sistematicamente do Presidente Bolsonaro porque há posições divergentes irreconciliáveis em outros temas não significa maldizer tudo o que ele faz sem olhar o mérito de outras pautas. Isso se chama Diálogo que tanto falamos e não igualmente praticamos.

Não preciso do Presidente Bolsonaro para saber das diversidades da comunidade judaica para a qual fui eleito. Na minha primeira gestão 2018/2019 apoiamos a criação do Grupo de Liderança e Empoderamento Feminino da FISESP e instituímos um projeto contra a violência doméstica, que já é uma realidade. Pus a cara e quebrei tabus. Nesta segunda gestão (só há uma reeleição na FISESP) assumimos a causa do envelhecimento e empobrecimento comunitário, reconhecimento das minorias e inserção da comunidade LGBT dentro da comunidade judaica. Foram decisões minhas como Presidente da FISESP e não se tornam menos válidas pelo fato de na esfera política e das relações comerciais internacionais eu reconhecer o Presidente Bolsonaro como alguém que apoia o Estado de Israel.

O fato de eu, na condição de Presidente da FISESP, reconhecer os avanços que o Governo Bolsonaro implementou nas relações Brasil Israel não me impedem de defender qualquer membro de nossa comunidade que se sinta perseguido na expressão de seu judaísmo sob qualquer forma.


4) No IBI, costumamos dizer que o atual governo tem uma imagem deturpada de Israel e dos judeus - um “Israel imaginário” e um “judeu imaginário”. De que forma Israel real, liberal e progressista nos costumes (vide direitos LGBT, política de drogas, aborto), rígida no controle de armas à população civil, concilia-se com o conservadorismo do atual governo? A associação do atual presidente com símbolos ligados a Israel não poderia ter o efeito contrário de reforçar uma imagem falsa do país?

Como Presidente da FISESP não cabe a mim opinar sobre as políticas do atual governo. Posso fazê-lo – e o faço muitas vezes – como cidadão brasileiro.  Mas se o discurso é que temos que respeitar os vários olhares da nossa comunidade, temos que respeitar os progressistas e os conservadores, quem tem um olhar à esquerda e que tem um olhar à direita. Nesta perspectiva, há quem reprove e quem aprove as decisões do Governo Federal e podemos fazê-lo de maneira pessoal.

Não sei afirmar se o uso de símbolos de Israel pelo Presidente e outras figuras do Governo Federal transmitem automaticamente uma visão falsa do Estado Judeu até porque, igualmente respeitando a manifestação de todos os segmentos comunitários, há muitos que aprovam incondicionalmente todas as manifestações do Bolsonaro. Ainda assim, prefiro ver bandeiras de Israel levantadas com orgulho pelo Presidente Bolsonaro e seus apoiadores do que bandeiras e faixas de grupos terroristas erguidas sem qualquer constrangimento por pessoas que deliberadamente pregam a destruição do Estado Judeu e que são hasteadas e empunhadas vergonhosamente por outros partidos e políticos brasileiros de todas as colorações ideológicas.


5) Você critica os governos de esquerda - mencionando, inclusive, antissemitismo. Entretanto, votos contrários à Israel na ONU datam de muito antes dos governos de esquerda. O pior momento nas relações bilaterais entre Brasil e Israel, inclusive com voto favorável do país à resolução que igualava sionismo a racismo, foi o período militar, cujo legado é sempre reivindicado pelo atual governo. Além do Lula ter sido o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel, em 2007 foi assinado o tratado de livre comércio Mercosul - Israel (foi o primeiro do tipo no Mercosul). O comércio Brasil - Israel teve pico em 2008 (Lula) quando ultrapassou 1,5 Bi. Os presidentes também costumavam marcar presença nos eventos comunitários. Como, então, dizer que “fomos ignorados pelos governos de esquerda”? Quais elementos embasam essa afirmação?

Infelizmente essa pergunta se baseia em 20 linhas de uma nota de jornal e não em mais de trinta anos de minha história comunitária, que pena. Porque seria totalmente desnecessária para quem conhece minhas opiniões, mas obviamente é uma oportunidade de esclarecer o que acho que já expliquei na primeira pergunta. 

A comunidade judaica manteve excelentes relações com governos anteriores. Inegável a amizade sincera de políticos como Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, Aloysio Nunes, José Serra, Geraldo Alckmim e o falecido Mario Covas. No exercício atual de cargos executivos, o Governador João Dória e o Prefeito Bruno Covas também são figuras muito próximas e queridas de nossa comunidade. Também é igualmente verdade que Lula foi o primeiro presidente no exercício do cargo que visitou Israel, o que, registre-se, encontra-se por mim expressamente mencionado na curta nota do Estadão. 

Em um programa conjunto do AJC – American Jewish Committee, da CONIB e da FISESP, levamos nos últimos anos membros do parlamento brasileiro no exercício do mandato para conhecerem de perto a realidade do Estado de Israel, como os Senadores Jorge Viana, Humberto Costa e Cristovam Albuquerque e os Deputados Carlos Zarattini, José Américo e Paulo Fiorillo, entre outros de todas as vertentes políticas. Então existe uma relação profícua da comunidade com todos os setores da política nacional, da esquerda à direita, como aliás deve ser.

De outro lado, e essa foi a minha colocação, existe uma parte da esquerda que reiteradamente, independentemente do que Israel faça ou deixe de fazer, tem uma postura antissionista que nada mais é do que o antissemitismo disfarçado. E infelizmente isso ocorreu em governos de esquerda, em que pese a preservação das relações institucionais.

No ano de 2014 por conta da Operação Margem Protetora, onde Israel exercia o direito de se defender de ataques terroristas o Ministro das Relações Exteriores brasileiro chamou para consultas o então embaixador do Brasil em Israel, mesmo antes que países árabes o fizessem, medida drástica no meio diplomático que tem como objetivo criticar ações de Israel retirando o direito de defender seus cidadãos. No ano de 2015, quando Israel indicou um novo embaixador para chefiar sua missão diplomática em Brasília, o Governo Federal nem sequer respondeu ao agremént, espécie de autorização para que um embaixador proposto por um país trabalhe em outro, ação promovida em parte pelo então assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, conhecido por sua retórica contra Israel, o que resultou na ausência de um embaixador israelense no Brasil por mais de um ano e meio, fato jamais ocorrido durante as relações entre os dois países. Nesse mesmo período houve uma aproximação entre o governo brasileiro e regimes que pregam abertamente a destruição do Estado de Israel, como o Irã.   Na ONU e em diversos organismos multilaterais internacionais, os votos do Brasil seguiam apoiando diversas resoluções contra Israel.

Em todos os períodos da história judaica – e isso inclui a história da comunidade judaica brasileira – vivemos as intemperes da política com manifestações pró e contra Israel. O vergonhoso voto do Brasil no ano de 1975 não deve ser esquecido e essa mancha na diplomacia brasileira permanece após 45 anos.  Os governos democráticos que se sucederam, inclusive os de esquerda, não modificaram tal posição e certamente poderiam tê-lo feito. Não o fizeram por conveniências políticas e nem por isso se tornaram governos antissemitas. Então não vamos acusar quem tinha a caneta para assinar e usou de forma reprovável se quem recebeu a mesma caneta com os mesmos poderes optou por engavetar o assunto.

Em dezembro de 2019 foi assinado um manifesto que denunciava “os perigos dos acordos de cooperação entre Brasil e Israel”. Como se o Brasil em toda a sua história não tivesse firmado acordos de cooperação militar e científica com outras dezenas de países, inclusive em governos de esquerda. Não estou acusando, estou apenas explicando, porque certamente não havia nada errado em outras tratativas. Mas quando se trata de Israel foram levantadas as mais diversas teorias da conspiração para não permitir acordos que beneficiam os dois países. Não estou me referindo a uma decisão de 45 anos atrás, mas a um manifesto firmado em dezembro de 2019 encampado por vários movimentos e partidos de esquerda que tem todo o direito de fazê-lo porque vivemos em uma democracia, mas que confirmam que parte da esquerda – e logicamente não toda ela – mantém um forte viés antissemita. 

As relações entre Brasil e Israel experimentaram uma melhora significativa a partir do ano de 2018. Não apenas no campo político, mas também comercial, além de uma cooperação em diversas áreas em benefício dos dois países. 

Pela primeira vez, um Primeiro Ministro israelense no exercício do cargo veio ao Brasil em visita oficial e participou da cerimônia de posse de um Presidente brasileiro. A aproximação entre os dois países permitiu que Israel enviasse assistência humanitária duas vezes ao longo do ano de 2019, no desastre em Brumadinho-MG e durante os incêndios na região amazônica.

A cooperação estratégica entre os dois países também vem aumentando. Neste mês, acompanhamos a abertura de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em Jerusalém, o primeiro passo para o seu reconhecimento como capital do Estado de Israel, e que tem como objetivo incrementar os laços econômicos em diversas áreas, incluindo tecnologia agrícola, o uso de recursos hídricos, pesquisa e desenvolvimento e cibersegurança. As exportações do Brasil para Israel no período entre janeiro e novembro de 2019 aumentaram 18,47%, enquanto importações de Israel para o Brasil aumentaram 5,41% na comparação com o mesmo período em 2018. A balança comercial entre os dois países nesse período ultrapassa R$ 4 bilhões.

Foi este governo que sob a liderança do Presidente Bolsonaro vem mudando a posição do Brasil perante órgãos multilaterais. Das 20 resoluções na Assembleia Geral da ONU que visam deslegitimar o Estado de Israel, o Brasil apoiava a maioria delas e se abstinha em algumas. Hoje é incontestável que vemos uma mudança significativa no padrão de votação brasileira na ONU onde em vários organismos internacionais o Brasil mudou sua posição, ora adotando uma postura pró Israel, ora ao menos se abstendo de uma condenação requerida de maneira despropositada e solicitando antes maiores informações. O Estado de Israel, com seus acertos e desacertos, é incontestavelmente a única democracia no Oriente Médio, um país onde as comunidades cristã e muçulmana exercem livremente suas crenças religiosas, onde os árabes israelenses têm voz e força no Parlamento com a terceira maior força política. Justamente nos países que atacam a soberania israelense a vida judaica é uma ficção. Judeus foram mortos ou expulsos e os poucos que ali permanecem tiveram a vida judaica dizimada. E melhor sorte não tem os cristãos, que seguidamente tem suas igrejas queimadas e são alvos de perseguição. Ainda assim, Israel foi alvo de mais da metade das moções que alegavam violação de direitos humanos, quando ditaduras de direita e de esquerda – ambas ainda existentes e igualmente condenáveis – são ignoradas pela ONU. 

As relações internacionais não são apenas políticas e existe muita coisa boa acontecendo. Na área de projetos conjuntos voltados a inovação tecnológica, vale destacar o documento firmado com a Agência Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Autoridade de Inovação de Israel, que até o momento aprovaram quatro projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento entre empresas e centros de pesquisa brasileiros e israelenses. Outro programa que vale mencionar é o chamado Scale-Up in Brazil, desenvolvido em conjunto entre a Missão Econômica de Israel em São Paulo, a Associação Brasileira de Private Equity & Ventura Capital (ABVCAP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), que tem como objetivo facilitar a vinda de empresas israelenses para o mercado brasileiro, oferecendo a metodologia e ferramentas necessárias para que estas startups israelenses possam validar seus produtos, fidelizar consumidores e começar suas operações no Brasil. 

Aí eu recebo um manifesto atacando despropositadamente tudo isso com alegações falsas contra o Estado de Israel e vou achar o que?

Também no turismo entre os países se viu uma melhora. No final de 2018, a LATAM inaugurou seu voo direto entre São Paulo e Tel Aviv. No ano de 2019, ainda sem incluir os meses de novembro e dezembro, Israel recebeu 65 mil turistas brasileiros, comparados com 55 mil durante o mesmo período em 2018. 

Devemos dar sinal verde a tudo que o Presidente Bolsonaro faz? Somos obrigados a ratificar cegamente todas as suas decisões políticas? Certamente não. Aqueles que discordam devem se manifestar sempre que julgarem necessário, demonstrando suas divergências e inconformismo dentro do jogo democrático. Vivemos em um país onde as liberdades políticas e a imprensa seguem livres com eleições democráticas e transparentes. O Brasil, ao contrário das ditaduras do Oriente Médio que massacram seus próprios cidadãos sem uma manifestação de reprovação da mesma esquerda que ataca Israel, é uma democracia e quando o Presidente Bolsonaro acertar, não há razão para ignorar. E com o Estado de Israel esse Presidente da República tem acertado.

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