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Omar Thomaz discute conceitos de apartheid e genocídio em aula em SP

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Os conceitos de termos como "genocídio" e "apartheid", comumente usados para exemplificar processos e conflitos em territórios ao longo da História, foram a base da discussão proposta pelo professor do departamento de Antropologia da Unicamp, Omar Thomaz, na aula ministrada na última quinta-feira (13), no curso do IBI, em São Paulo.

No começo de sua explanação, o professor abordou a ideia de autoctonia. Ele destacou como a noção de “povo autóctone/nativo” e o seu correspondente oposto, “povo estrangeiro”, é construída histórica e socialmente. Em seguida, foram apresentados exemplos em que os conceitos de "genocídio" e "apartheid" foram aplicados e, a título de comparação, usados para descrever processos supostamente em curso nos territórios palestinos, conduzidos pelo estado de Israel.

Foram trabalhadas as diferenças entre esses dois conceitos, do ponto de vista acadêmico, da história e das ciências sociais, em contraposição à forma como estes termos vêm sendo usados pelo senso comum. O objetivo foi levantar um questionamento sobre expressões como “genocídio do povo palestino”. A aula foi intercalada por leituras, pelo professor, de trechos do livro “Como curar um fanático”, do romancista israelense Amós Oz, em que trata da natureza do extremismo.   

“Um dos eixos da luta contra o Apartheid era a proibição de relações inter-raciais. Havia uma espécie de ‘legislação contra o amor’. Na Palestina e em Israel, o debate sobre o amor não tem sido um ponto central dentro do conflito”. Por fim, Omar exibiu um vídeo com casais formados por palestinos e israelenses para lembrar que o conflito entre ambos não é marcado pelo impedimento do amor entre os dois povos. “Um dos eixos da luta contra o Apartheid era a proibição de relações inter-raciais. Havia uma espécie de ‘legislação contra o amor’. Na Palestina e em Israel, o debate sobre o amor não tem sido um ponto central no conflito”.

 

  

 

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