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Coletivo judaico LGBTQIAP do Instituto Brasil-Israel, Gaavah, promove semana do orgulho com série de debates

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Junho é o mês do orgulho, um momento especial para dar visibilidade à luta LGBTQIA+ e celebrar as conquistas desse grupo. Foi pensando nisso que o Gaavah, coletivo judaico LGBTQIA+ do Instituto Brasil-Israel, decidiu organizar a Semana do Orgulho. Será uma programação repleta de convidados e atividades propostas para que a intersecção da identidade judaica e LGBTQIA+ seja debatida.

Ser judeu e LGBTQIA+ pode parecer conflitante, mas existem diversas iniciativas que buscam unir essas identidades e pessoas que não querem abdicar de uma delas para continuar existindo. A Semana do Orgulho abordará desde o judaísmo religioso até o cultural, passando pela vivência em comunidades judaicas do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, sempre visando dar visibilidade a quem equilibra tais identidades.

A programação acontece entre os dias 22/06 e 27/06 e será transmitida através do Canal do IBI no YouTube.

PROGRAMAÇÃO


22/06 - 19h30: Identidades cruzadas

Nesta mesa, será apresentada a intersecção das identidades judaica e LGBTQIA+, ou seja, apresentar a principal pauta do Ga’avah. A mesa está composta por membros do Ga’vah que compartilharão sua experiência como judeus LGBTQIA+, sua inserção na comunidade judaica e sua inserção na comunidade LGBTQIA+ no Brasil.

Lilyth Esther: Antropóloga e acadêmica estadunidense, morando em São Paulo. Estuda as interseções de sexualidade, gênero e judaísmo com foco em inclusão e cultura. Sua pesquisa foca no Brasil, porém também estuda a questão diaspórica e uma visão global de aceitação de pessoas LGBTQI+ nas comunidades Judaicas ao redor do mundo.

Daniela Wainer: Graduação e mestrado em Comunicação Social (UFRJ), com especialização em fotografia, e doutorado em filosofia (UFBA). Autora dos livros “Uma vida nada e outros contos” (Editora Oito e Meio) e “Órfãs do Instante e do Infinito” (Editora Tucum). Atualmente responsável pelo selo Cassias Imperiais, da Editora Tucum.

Marcio Albino (mediação): Jornalista e educador social LGBT+ e HIV/Aids. É consultor LGBT+ do Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro. Associado do Congresso Mundial de Judeus LGBT+ e membro do Gaavah, coletivo judaico LGBTQIA+ do IBI.


23/06 - 19h30: Vivências LGBT+ na comunidade judaica ortodoxa 

Muito se fala da inclusão de LGBT+ nas comunidades judaicas mais liberais. Mas como é a vivência LGBTQIA+ na comunidade judaica ortodoxa? Nesta mesa, temos apenas convidados LGBTQIA+: um que se afastou da comunidade ortodoxa e outro que permanece. A ideia não é colocar à prova o judaísmo ortodoxo, mas sim entender como este lida com a questão LGBT+. Nesta mesa haverá tradução simultânea.

Moshe Brimm: Mora em Nova York, mas cresceu como um judeu ortodoxo na cidade de Chicago. Agora, mora na Big Apple, onde se identifica como homossexual e, constantemente, se perde no metrô. Ele ocupa seu tempo vivendo em um mundo de fantasia em sua cabeça e escrevendo coisas engraçadas sobre sua vida de SUPER judeu e SUPER gay.

Jamie Weisbach: Cresceu em Chicago e atualmente mora na cidade de Nova York, em Washington Height. Ele estuda para a Ordenação Rabínica no Instituto Hadar. Seus grandes amores na vida são Talmud, seu marido e seus dois gatos.

Julio Meir Barros (mediação): É carioca e atualmente vive na comunidade judaica de Washington Heights em Nova York. Apaixonado pela cultura sefaradi e pelo Rio, defensor do arroz com lentilha mas não dispensa um bom kugel e babka.

Lilyth Esther (mediação): Antropóloga e acadêmica estadunidense, morando em São Paulo. Estuda as interseções de sexualidade, gênero e judaísmo com foco em inclusão e cultura. Sua pesquisa foca no Brasil, porém também estuda a questão diaspórica e uma visão global de aceitação de pessoas LGBTQI+ nas comunidades Judaicas ao redor do mundo.


24/06 - 19h30: Saúde Mental na questão LGBT+ na comunidade judaica

Em tempos de pandemia, a questão da saúde mental se tornou um tema importante para todos. Esse tema, porém, já vem ganhando espaço na comunidade judaica LGBTQIA+ há muito tempo. As identidades judaica e LGBTQIA+, apesar de não serem essencialmente conflitantes, podem ter uma intersecção de difícil compreensão. Por isso, a saúde mental é um tema importante para as pessoas que transitam entre essas identidades.

David Sender: Psiquiatra formado pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Atuou como psiquiatra do CAPS - Centro de Atenção Psicossocial e do Departamento de Saúde Mental de Juiz de Fora. Formação em estimulação magnética transcraniana pela Universidade de São Paulo e Eletroconvulsoterapia pelo de Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação. Atuou como professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora e na preceptoria da residência médica de psiquiatria da UFJF. Leciona em diversas pós-graduações de terapias cognitivas, psiquiatria e saúde mental em Juiz de Fora, com experiências acadêmicas na Universidade de Toronto pelo departamento de neuromodulação e também pelo departamento de transtorno de humor e metabologia. Co-autor do livro Perdido em Mim; autor de O Livro para Quem Adoeceu e diretor do Espaço Calmamente.

Walber Neves Pena Junior: Médico formado pela Universidade Federal do Amazonas. Foi membro da Liga Amazonense de Medicina de Família e Comunidade (LAMFAC). Pesquisador de Iniciação Científica junto ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Sexualidades e Interseccionalidades (GESECS) vinculado ao Departamento de Antropologia e ao Programa de Pós-graduação em Antropologia Social. Trabalhou na Atenção Básica no município de Itapiranga-AM e, atualmente, atua como médico na Marinha do Brasil.

Ilana Abramoff Continentino (mediação): Formada em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Psiquiatra formada pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ, com especialização em Psicoterapia.


25/06 - 19h30: Shabat do Orgulho

O Shabat marca o fim da semana e o início de um período de descanso. Como parte da Semana, vamos usar esse momento para dar voz a pessoas que estão envolvidas com a causa LGBTQIA+ na comunidade judaica, a partir de relatos e canções judaicas.


26/06 - 19h30: Havdalá do Orgulho + Roda de conversa

A Havdalá marca o fim do Shabat. Como parte da Semana, vamos usar esse momento para refletir sobre questões envolvendo as identidades judaica e LGBT+. Haverá uma dinâmica inicial e rodas de conversa. Esse evento não será transmitido ao vivo. Para participar, basta se inscrever aqui. Esse evento é uma parceria com a Moishe House São Paulo.


27/06 - 17h: Evolução dos direitos LGBT+: Brasil e Israel 

Essa mesa busca trazer a perspectiva histórica dos direitos LGBTQIA+ no Brasil e em Israel. Abordaremos a contradição de Israel ser um país com grandes avanços para a comunidade LGBTQIA+ apesar de ter estruturas de Estado conservadoras. Também falaremos do que ainda falta ser conquistado e sobre Pinkwashing. Além disso, falaremos da luta LGBTQIA+ no Brasil e como esta vêm se mobilizando ao longo dos anos.

James Green: É professor de história da América Latina na Universidade de Brown, onde possui um núcleo de pesquisa sobre sexualidade e as ditaduras civis e militares, com foco no Brasil. Atualmente, é diretor do Opening the archives Project. Foi professor visitante de diversas universidades, tais como Princeton, Columbia e Hebrew University of Jerusalem.

Hila Peer: Nascida e criada em Tel Aviv. Presidente da Aguda - Associação para a Igualdade LGBTQIA+ em Israel. Peer é uma lésbica cisgênero, ativista social que acredita que a verdadeira mudança passa pelos corredores do Knesset. Sua posição anterior era a de vice-presidente da Força-Tarefa de Aids. Além de ser voluntária na Aguda, ela administra uma iniciativa para palhaços médicos em hospitais.

Itay Malo: Educador da área judaica e organizador do Taglit Birthright Israel.

Caroline Beraja (mediação): Internacionalista, graduanda em Geografia e pós-bogueret Habonim Dror. Responsável pelas mídias sociais do Instituto Brasil-Israel. Professora de Atualidades no Cursinho Romã.


Sobre o Gaavah

O Gaavah é o coletivo judaico LGBTQIA+ do Instituto Brasil-Israel (IBI). O IBI acredita que a diversidade tem papel essencial na sociedade. Isso não seria diferente na comunidade judaica. O Gaavah é uma expressão dessa diversidade na comunidade judaica e busca construir uma rede nacional de inclusão na vida judaica brasileira.

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