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A sociedade israelense se assemelha a um arquipélago social, afirma Bernardo Sorj

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O sociólogo Bernardo Sorj analisou a formação da elite na sociedade judaica na quarta aula do curso "Israel e Palestina: entre conflitos e narrativas", ministrado no Rio de Janeiro, na quarta-feira (12). Tendo em vista que os grupos sociais não são homogêneos e há sempre aqueles que se destacam em determinado período da história, a proposta era discutir e compreender a formação da elite judaica ao longo dos acontecimentos.

Nessa perspectiva, Sorj revisitou episódios da história judaica que remetem a períodos anteriores à consolidação do movimento sionista e à estrutura social vigente nesse período, a fim de estabelecer um panorama das relações dessas elites em períodos distintos, até alcançar a contemporaneidade. A influência política exercida por esses grupos sociais foi destacada por ele, tendo em vista a importância de tais atores.

Ao questionar quem compunha a elite da comunidade judaica antes da modernidade, o sociólogo destacou que os rabinos e os aristocratas desempenharam importante papel. Além disso, apontou que o judaísmo sionista contém particularidades, e que com a formação de uma elite militar surgiram também outras elites.

Ao analisar a sociedade israelense atual, Sorj afirmou que esta sociedade se assemelha a um arquipélago, dando ênfase às múltiplas faces de Israel, que conta com a formação de grupos e elites diversas, ainda que umas se destaquem mais do que outras. Por fim, declarou que a elite político-militar, que se destacou nas últimas décadas, vem se tornando cada vez mais uma elite econômico-militar nos dias de hoje. 

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