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Nota oficial


Por IBI | Em Nota
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Uma semana depois de visitar o Yad Vashem, em Jerusalém, de onde saiu afirmando, ao contrário da narrativa do próprio museu, que o nazismo foi um fenômeno de esquerda, Bolsonaro volta a tecer comentários impertinentes.

Em uma reunião com um grupo de pastores evangélicos, disse que “nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer” o holocausto.

Ao fazê-lo, o presidente desrespeita os sobreviventes e a memória dos mortos. São as vítimas, e não ele, que devem decidir se o genocídio pode ou não ser perdoado.

Mas não sejamos ingênuos: a afirmação serve ao presente. Ao proferi-la, Bolsonaro indica que violações de direitos humanos, quaisquer que sejam, podem ser perdoadas, em vez de denunciadas e punidas.

O marco do holocausto reforça a exigência de respeito à alteridade. Que seu legado sirva, em nossos dias, como compromisso de combate a todas as formas de discriminação.

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