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Nota em resposta ao artigo de Paulo Sergio Pinheiro


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Logo que recebemos informações sobre o ataque ao restaurante palestino Al Janiah, em São Paulo, não tivemos dúvida: era preciso se posicionar. Nada poderia explicar atos de vandalismo a um restaurante de refugiados que não o desejo xenófobo de destruição do estrangeiro, o racismo e a intolerância.

Assim que a notícia chegou, nos prontificamos e prestamos solidariedade àqueles que sofreram o ataque, denunciando nas nossas redes sociais tamanha violência.

Em tempos recentes, sabemos que a intolerância corre mais solta do que de costume. E por isso não podemos perder do vista e responsabilizar devidamente os atores desses novos tempos.  

Nesse contexto, Paulo Sérgio Pinheiro, em seu texto “O atentado ao Al Janiah e a Questão Palestina”, valeu-se do ocorrido para denunciar Israel em sua totalidade, desviando o foco do problema, reforçando binarismos e ignorando a complexidade do Estado judeu. 

Assim, em um momento em que negacionismos estão saindo do armário, vale reforçar o óbvio: as dificuldades que estamos enfrentando no Brasil não decorrem da existência do Estado de Israel, mas sim de um processo político específico de ascensão de grupos extremistas ao poder. 

E se alguns desses grupos extremistas fazem uso político de uma Israel imaginária para alavancar suas agendas no Brasil, seria de bom tom que Paulo Sérgio Pinheiro, como defensor dos direitos humanos, não fizesse uso político do atentado ao Al Janiah para deslegitimar a existência de Israel ou fazer distinção entre pessoas. Ao escolher inimigos imaginários, o autor do texto acaba anistiando os inimigos reais.

Por aqui, seguimos apostando nos direitos humanos como valor universal.

Instituto Brasil-Israel

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