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Israel e Palestina: diálogo e não boicote

IBI repudia resolução política da executiva nacional do PSOL sobre o conflito


Por IBI | Em Nota
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A executiva nacional do PSOL, nas vésperas do carnaval, publicou uma declaração sobre o conflito israelense-palestino que reproduz velhos clichês preconceituosos e lugares comuns que, infelizmente, têm dominado o discurso de esquerda sobre o assunto nos últimos anos. Cita um “relatório da ONU” desqualificado pelo próprio secretário-geral do organismo e escrito por um conhecido antissemita, fala em “apartheid”, repete toda a narrativa mais extremista e desinformada sobre o conflito, mostra simpatia por grupos violentos e apoia o boicote contra o Estado de Israel.

É uma pena, já que o PSOL, depois de algumas saudáveis polêmicas internas, começava a mostrar um amadurecimento da discussão sobre esse conflito tão complexo, que a esquerda amiúde tende a simplificar. A nota da direção nacional parece um silenciamento burocrático ao rico debate interno que existe nas bases do partido, impulsionado por figuras públicas como o deputado Jean Wyllys e por jovens militantes da comunidade judaica do Rio de Janeiro que fazem parte do partido.

Para uma melhor compreensão do conflito entre árabes e judeus, seria de se esperar que a esquerda brasileira também dialogasse com as esquerdas e os movimentos sociais israelenses e palestinos.

O IBI lamenta e repudia o posicionamento do partido que em nada contribui para a solução do conflito. Ao contrário, o perpetua, ao interditar temas, difundir narrativas únicas e consolidar versões caricatas dos povos da região.

David Diesendruck
Presidente do Instituto Brasil-Israel (IBI)

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