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Aponte para os Bnei Anussim: um movimento judaico de resistência

Debate organizado pelo Jovens Sem Fronteiras acontece dia 30/01 em SP


Categoria: Outros
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O Jovens Sem Fronteiras realiza uma roda de conversa com o Dr. Luciano Canuto de Oliveira, protagonista do documentário "A Estrela Oculta do Sertão", na sede do clube A Hebraica.

Dia: 30/01/2018
19:45 - Abertura das portas
20:00 - Início do evento e apresentação dos convidados

Local: Rua Ibiapinópolis, 762, São Paulo - A CASA
Evento GRATUITO. Inscrições Livres no https://goo.gl/forms/4dgC1VaPUygk82Qk2
(apenas para sabermos com quem contamos, e podermos receber a todxs).

Informações da organização do evento:

O que significa "Bnei Anussim" (do hebraico, "filhos dos Forçados")?
Por que ainda falamos tão pouco deles nas nossas comunidades judaicas em São Paulo?
Por que será que não conhecemos bem a história e atualidade dos Bnei Anussim?

Com a Inquisição da Igreja Católica e a severa perseguição ao judaísmo, muitos judeus tiveram que se converter à força ao catolicismo. Mantendo sua identidade judaica secretamente através da prática de tradições veladas, eles, os Bnei Anussim vieram ao Brasil no início da colonização, tendo papéis importantes na estruturação do novo país.


Muitas dessas famílias Marranas (termo que significa "porcos" e era usado para se referir aos Bnei Anussim) mantêm costumes específicos que, com o tempo, foram se mesclando com a cultura brasileira e hoje são considerados tipicamente nordestinos.

Para citar apenas alguns:

  • acender velas antes do pôr do sol na sexta-feira, para as almas.
  • cobrir espelhos em período de luto.
  • lavar as mãos após sair do cemitério, e tomar banho antes de entrar em casa.
  • rezar para o anjo da guarda e não falar mais nada depois, até dormir.
  • não apontar para estrelas, pois pode dar verruga no dedo (já que isso poderia denunciar que estavam verificando o térimino do Shabat).


A história ao longo do tempo foi de resistência, pois a Inquisição também estava no Brasil e a perseguição aos judeus perdurava, era uma questão de sobrevivência e de muita coragem desses Bnei Anussim para conseguirem transmitir de alguma forma práticas clandestinas, originalmente judaicas, às gerações que se sucediam.

Após séculos, uma geração atual inicia seu retorno ao judaísmo.

Cada família tem uma trajetória única e impressionante de "despertar" e ir em busca da identidade judaica. Pessoas que não tinham nem conhecimento do que era o judaísmo, descobrem a sua ascendência judaica, a História, e sonham em retornar à fé e às práticas de seus antepassados, como é o caso do Dr. Luciano,  convidado da vez.

O retorno dos Bnei Anussim ao nosso país é um movimento social, cultural e espiritual histórico para o povo judeu. Um exemplo de resistência e de dedicação a uma busca verdadeira por fé e identidade. São inúmeras histórias pessoais admiráveis de incansável esforço em busca de sonhos. E nós, como membros de uma das maiores comunidades judaicas do mundo, devemos a eles a dignidade de serem testemunhados.

Vamos finalmente falar de como abrir portas, olhar pra diversidade e valorizá-la?

Para debater este assunto, responder algumas questões e levantar muitas outras o Aponte recebe o Dr. Luciano Canuto de Oliveira, 42 anos, paraibano, médico obstetra e ginecologista. Estudioso de genealogia referente as origens judaicas do povo brasileiro. Descendente dos judeus forçados pela inquisição e retornou oficialmente ao povo Judeu, através de um tribunal rabínico de Jerusalém.

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