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Amós Oz entre-lugares: de Jerusalém aos kibutzim

Minicurso promovido pelo espaço cultural Tapera Taperá


Categoria: Outros
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O Minicurso será de um encontro com Sabrina Abreu, no dia 15 de julho, das 19h às 22h, na Taperona (Av. São Luís, 187, 2º andar, loja 30). Sabrina Abreu é jornalista e escritora. Pós-graduada em Semiótica -- Imagem e Cultura Midiática pela UFMG e colaboradora do Núcleo de Estudos Judaicos da mesma instituição. É autora de quatro livros de ficção,  entre os quais o título de viagem e entrevistas "Meu Israel" (Editora Leitura, 2209) e de um romance, "O Último Kibutz" (Editora Simonsen, 2017). Foi jornalista em Jerusalém, em 2008, de onde colaborou com diversos veículos brasileiros. Em 2007, viveu no Kibutz Bar-Am, no Norte de Israel.

Amós Klausner começou a escrever suas histórias, ainda menino, na Jerusalém sob controle dos ingleses. Quando decidiu sair da casa do seu pai, aos 14 anos,  e passar a viver no Kibutz Huldah, ele experimentou uma mudança radical, que incluiu abandonar a escrita e seu nome de família. O kibutz representou um rito de passagem do qual Amós só sairia depois de se casar, adotar um novo sobrenome, Oz, e voltar a escrever histórias. Foi no Huldah que ele se tornou escritor. 

Para os israelenses, nos primeiros anos depois da Segunda Guerra e da criação de seu país, os kibutzim representaram a ruptura da (auto)imagem do judeu urbano e intelectual de corpo frágil, dando lugar a um novo homem, o kibutznik capaz de executar trabalhos braçais sob o sol, dia após dia, de tirar seu sustento da terra e de se defender de inimigos. Para os judeus israelenses e da diáspora, nos últimos 3 mil anos, Jerusalém carrega múltiplos significados, cidade real, sagrada, invadida, destruída, reunida, problemática, atual capital política do Estado Judeu, epicentro de disputas territoriais e narrativas que ajudaram a forjar sua identidade. Foi nessa cidade que Amós Klausner nasceu e a qual Amós Oz retornou diversas vezes, em sua ficção e não ficção. 

O encontro literário “Amós Oz entre-lugares: de Jerusalém aos kibutzim”  vai analisar as diferentes representações, particulares ou coletivas, desses dois lugares e seus múltiplos significados e papéis, em livros de ficção e não ficção de diferentes fases da carreira do escritor, tais como “Meu Michel”, “De Amor e de Trevas”,  “Entre Amigos”, “O Monte do Mau Conselho” e “Judas”.  

Embora a obra de Amós Oz tenha muitas camadas e sua fruição seja independente do fato de o leitor conhecer ou não a trajetória real do autor, o estilo de vida dos kibutzim ou a história de Jerusalém, a descoberta sobre a relação entre o escritor e esses lugares abre  uma nova porta para suas histórias e personagens. 

BIBLIOGRAFIA
“Meu Michel” (Amos Oz, 1968)
“Pantera no Porão” (Amos Oz, 1999)
“De Amor e de Trevas” (Amos Oz, 2005)
"Como curar um fanático" (Amos Oz, 2004)
“Cenas da Vida na Aldeia” (Amos Oz, 2009)
"Uma história de Israel" (Martin Gilbert, 2010)
“O Monte do Mau Conselho” (Amos Oz, 2011)
"Jerusalém: Uma Biografia” (Simon Sebag Montefiore, 2011)
“Entre Amigos” (Amos Oz, 2012)
“Judas” (Amos Oz, 204)
"Os Judeus e as Palavras" (Amos Oz e Fania Oz-Salzberger, 2015)
"Do que é Feita a Maçã" (Amos Oz e Shira Hadad, 2019)

O investimento total é de 30 reais.
Inscrições:
 https://bit.ly/2RvTth3
Mais informações: cursos@taperatapera.com.br

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